Vale a pena apostar no ecommerce?

Cada vez mais empresas estão descobrindo a internet como uma nova (e poderosa) ferramenta de vendas. Por isso, você já deve imaginar a resposta para a pergunta: vale a pena apostar no ecommerce? Sim, sim e sim. Afinal, mais da metade dos 200 milhões de brasileiros estão se aventurando no mundo virtual, e muitos deles já se habituam a comprar por este canal.

É claro que para começar a vender pela internet é preciso se preparar com antecedência: criar uma loja virtual bonita e funcional, ter estoque suficiente para atender à demanda e uma logística que funcione, para que o tiro não saia pela culatra.

Apostar no ecommerce na crise?

Pode parecer estranho, mas apostar no ecommerce tem salvado muitas empresas da crise. Mesmo com a situação econômica desfavorável, micros, pequenos e médios empreendedores do comércio virtual viram suas vendas aumentarem 45% em 2015, segundo aponta pesquisa do Mercado Livre e Ibope Conecta.

Em 2015, o setor movimentou R$ 41,3 bilhões em compras pela internet, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e levantamentos realizados pelo E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações de comércio eletrônico do Buscapé Company.

Para 2016, as perspectivas também são animadoras: o e-commerce deve fechar o ano com um crescimento de 8%, num total de R$ 44,6 bilhões, ainda de acordo com o E-bit.

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Mais algumas razões para apostar no ecommerce

Outros números interessantes que mostram mais motivos para pensar numa estratégia de ecommerce:

  • Em 2015, a plataforma de classificados online gratuitos OLX movimentou R$ 70 bilhões em transações de compra e venda de produtos usados no mercado brasileiro.
  • Apesar dos efeitos da desvalorização do real, a quantidade de compradores brasileiros em sites internacionais passou de 38% em 2014 para 54% em 2015.
  • A Inditex, maior loja de roupas do mundo, anunciou que está desacelerando a expansão de lojas físicas e apostando mais nas compras virtuais como forma de impulsionar o crescimento das vendas. Hoje, opera on-line em 27 mercados e, em 2016, vai iniciar e-commerce em Taiwan, Hong Kong e Macau.

Mas por que o e-commerce está na contra-mão da crise? O que acontece é que em momentos de recessão o brasileiro é “obrigado” a mudar seu comportamento de compra. Contra os aumentos de preços e a diminuição de crédito e renda para consumir, a população passou a utilizar mais o smartphone para pesquisar e comparar preços. Uma pesquisa feita pela agência de publicidade Nova/sb com 2.600 pessoas em todo o Brasil comprovou esse novo comportamento: 92% dos entrevistados dizem que se tornaram mais racionais ao consumir e 49% buscam opiniões e comentários em sites e aplicativos especializados.

Outro ponto importante é preparar o site para os dispositivos móveis, o chamado site responsivo, afinal 19% das transações feitas pelo e-commerce no Brasil foram concluídas a partir de smartphones ou tablets (fonte: Criteo). E esse número tende a crescer a cada ano. Então, já é bom deixar sua loja virtual preparada para isso.

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